terça-feira, outubro 09, 2012

passadinha

Qualquer dia eu voltaria e de repente este dia poderá ser hoje. Qualquer dia eu faria o que provavelmente estou fazendo agora. A qualquer momento, um momento mesmo sem a menor especialidade, até sem importância. Em uma tarde tola, sem entrelinha, vontade de dizer nada. Vontade de dizer apenas.
Dizer que tantos qualquer momentos passaram. Passaram outros que não foram tão qualquer assim. Outros passarão e nós, passarinho. E assim passando, passo pra saber de vocês: como tem passado? Por onde passam? É que me atiçou a curiosidade de saber que necas de pitibiriubi andam fazendo vocês.
Sei de uma, confesso, Naná e as flores. Anda embelezando nossa vida por aqui de cores, perfumes e amores. Casou mudou reflorestou. Continua com o sorriso leve, aquela alegria margaridante e a astromerice costumeira, em tons do vermelho-alaranjado pro salmão.
De mim o que falar? Fui voltei. Voltei fui. To sempre indo. Ainda que esteja ficando. Casei. Mudei. Voltei. Fui outra vez. E voltei de novo. Comecei e terminei uma pá de coisa. Minhas malas andam menores e menos pesadas e ainda contendo quantidades mais concentradas de algo do mesmo. É longa a trajetória.
Mas das duas outras não sei. Que ares andam respirando. Que mundo andam conectando. Que linhas andam entrelinhando. Que whatadafuck andam fazendo.
Nem sei se alguém pitibiriubi por aqui anymore.
Qualquer dia eu voltaria e acaba por ser neste agora. De um salto improponível, de um momento imensurável. Agora vou. E se der venham. Voltem. Vão. Passem pra dizer o que passa.


Garoutas, bem passadas: passar bem!

Qualquer dia...

Sat Nam ;)

terça-feira, março 31, 2009

Lá vai ela.




Hoje começam as férias. Férias do trampo. Férias das nóias. Férias das 14h em ponto. Férias das dores. Férias da pausa de 20 minutos. Férias da espera. Férias do elevador lotado. Férias do esquema capenga de alguns e férias da boa vontade de outros. Férias do carpete azul. Férias da pausa de 20 minutos. Férias do ar condicionado no talo. Férias da espera. Férias de Sugestões e reclamações. Férias da Catraca. Férias do Relacionamento com o Cliente. Férias da Paciência sem fim. Férias do Crachá. Férias de muito sono. Férias de acordar muito cedo e dormir muito tarde. Férias de muito aprendizado com diversos sotaques. Férias de muita escuta. Férias de muita conversa. Férias do Head (phone). Férias das risadas, das piadinhas sem graça, das piadinhas cheias delas. Férias da escala 6x1. Férias das cruzadinhas na PA. Férias dos localizadores e suas alterações e reembolsos. Férias dos gaúchos, dos cearenses, do paraibano, da carioca, do marmanjo, da dona de casa, da secretária workaholic, do padre incompreensível, da compreensão do pai de família, dos gringos educados, da guria bêbada querendo ficar mais um dia em Buenos Aires. Férias dos 'heins'. Férias do cofrinho aparecendo. Férias de cara feia. Férias da vontade de ir ao banheiro. Férias de briefings. Férias de Monitorias. Férias de dias lotados e walkman com tenis e óculos escuro pela Paulista. 
Obrigada, Férias, por chegar e levar muita bagagem embora com você. Essa bagagem não preciso mais carregar nas costas e com responsabilidade. Preciso deixá-la fazer o seu serviço e tomar conta de tudo isso. Eu tenho outros planos e minhas mãos carregarão uma outra história. Estou livre porque você chegou, não preciso pensar em mais nada hoje. Você se encarrega do resto. Eu só quero é não pensar em mais nada. Mais nada. 
A.  

segunda-feira, março 24, 2008

E por falar em saudade...

Ando com saudade do futuro
Ando com saudade de gente que eu não conheço
Lugares que eu nunca fui
comidas que eu nunca comi

ando com saudade de meditar na Índia
pegar onda na Indonésia
conversar com as francesinhas de Aux Saint Provence

sinto saudade de um perfume que nunca senti
no percoço de um cara que eu nunca vi
numa rua qualquer por onde jamais passei

me faz uma falta danada aquela vista que eu não vi
aquela musica que eu não ouvi
aquele monte de palavras que não falei

ai que saudade do chocolate que eu não comi
do amor que eu não vivi
do sorriso que eu não percebi!

Saudade do tempo que vem por aí
em vezes de outono, depois primavera
do cheiro e das cores
das flores, dos momentos, dos amores

Eita saudade de um dia
de quem sabe...
E quem saberia?

viverá!

Sat Nam ;)

terça-feira, março 18, 2008

eles, vocês e aqueles que ainda não sabemos o nome

Saudade é o que eu mais tenho sentido.

Saudade de mim quando criança irresponsável e sem hora de tomar banho. Da menina que mais parecia um moleque correndo na rua, brincando de esconde-esconde.

Saudade de conversar com ele e ouvir seus conselhos que eram únicos, duros e irredutíveis. De ouvir suas brincadeiras e sua risada escancarada. Suas histórias cheias de minúcias, aventuras e desordem juvenil.

Saudade da minha mãe quando eu me machucava na escola e rasgava a calça que ela insistia em mandar cerzir.

Saudade de ir comer doce com minha vó. Quando eu era menor (porque eu ainda sou pequena) ela me levava pra comer doce na praça. O gosto do que comíamos e o nome do lugar eu não me lembro. Ela me conta em detalhes e eu acredito no quanto aqueles momentos eram ótimos.

Saudade de brincar de pega-pega e de contar segredinhos antes de dormir pra minha irmã.

Dizer saudade é tão grande, tão profundo e tão intenso que já dói. Sentir então acaba fazendo o peito pulsar em desalinho e desacordo. Faz o corpo tremer a falta e alma decorar o rosto do retrato pra tentar ficar mais fácil.

Eu tenho amigos antigos, atuais, alguns de ontem e até aqueles que eu ainda nem conheço, mas que só de saber que estão no meu caminho já me fazem feliz.

Todos têm seu sabor, seu tempero, seu cheiro que me fazem alguém, me fazem pensar, me fazem amar e me fazem acreditar na vida. Eles tornam o sorriso mais leve e o olhar deslavado pra cantar pro mundo, pra lua e pras estrelas que estamos vivos e que essa história é uma só, até quando surgirem as próximas.

Essa saudade me sussurra a fugir do escritório, roubar a chave do caminhão e sair pela cidade colocando um a um ali dentro, da mesma forma que habitam meu coração.

Dizer a todos que os adoro, respeito e admiro. E dar um beijo amarrado num abraço apertado sem medo, sem traço e com o melhor laço que a vida já inventou.

Saudades de todos aqueles que levaram um pouco de mim e que me deixaram a outra parte preenchida pelo seu carinho.

sexta-feira, março 07, 2008

"Porque é triste o fim...
outro amor se acabou..."

É um amor acaba, outro começa.
Dizer adeus não é fácil. Sempre dói e deixa cicatrizes. Como aquelas de criança que você lembra como uma aventura boa ou como uma distração no meio da brincadeira
Mas começar e recomeçar é sempre bom.

Hoje eu disse "até nunca mais...pra que nunca mais você me veja chorar e pra que eu me jogue em outro canto mais sorridente, cheio de brincadeiras e sorrisinhos."

Esses dias eu descobri que sou uma criança grande. Um menininha que menstrua mas que tá mais a fim de pular dando parafuso na piscina do que fazer qualquer coisa da sua idade.

Eu sou assim. E a cada começo e recomeço me conheço, me admiro, me amo, me aceito!

Só pra contar pra vcs....

quinta-feira, fevereiro 07, 2008

Eu quero esse tempo pra sempre.

Andando pelo Brasil, eu já tive a impressão de que o país é bom demais mas que eu não gosto tanto assim das pessoas, gosto da minha cultura, do jeitão lá do interior, gosto do clima, de como a gente fala, de como se conhece pessoas em dois palitos. Mas sabe quando se acaba pensando, ôooo povinho desgraçado!
Então...em Londres não fica muito diferente, às vezes também me dá uma vontade de virar o país de ponta cabeça, tirar todo mundo de dentro e deixar só os melhorzinhos. É que inglês toma café o dia todo, fala de casa de milhões de libras como se fosse normal se endividar por causa de um jardim, o inglês anda de terno e gravada todo santo dia, no happy hour ou na balada de sábado (allowww é sábado!) e as inglesas só usam roupas de paninho de cores beige. E os ingleses definitivamente têm sangue de barata, eles não brigam, não se exaltam, não falam alto e dizem com licença e me desculpe a cada passo que dão. Sim, eu sei que isso é muito bom, mas como disse um americano "eles são tãaaao boring que eu até gosto dos franceses reclamões".
Galera, bom final de semana pra vocês, eu vou aproveitar que o tempo está friozinho, geladinho, refrescante, com cheirinho no ar, com luz do sol de vez em quando e vou tomar mais um chá e rever meus estudos!
Beijos com cheiro de Londres! (aquela quem vem depois do big ben e do metro e se conhece de trem)

domingo, janeiro 27, 2008

Apenas a agradecer

Enquanto isso, mais ao Sul, depois de uma bela curva costeira, no litora de Sampa, em Sssantoss, uma família se reúne com mais algumas pessoas queridas da mãe para uma oração ao redor da mesa farta. Todos juntos e de mãos dadas para a oração faz a mãe chorar depois do discurso breve do pai: "Não tenho nada a pedir, apenas a agradecer". Simples e suficiente. Foi o que o vento sussurrava nas bandas do lado de cá ao se dirigirem todos em direção a praia carregando cadeiras, champagne, rosas brancas e uma sacola de papelão com as devidas taças para o brinde com o pé na areia: "... apenas a agradecer..."

Os fogos vieram com mais força e mais sincronia, novos barcos no mar iluminavam e enfeitavam a noite. A cada tiro de luz, muita felicidade expressa nos rostos das pessoas. A cada Luz surgindo no céu, mais abraços e mais desejos de paz, saúde, amor e sucesso.

Tim-tim e apenas a agradecer!

Com licença!
Sete Ondinhas!
Um pedido!
A rosa pra Iemanjá!
Sair de ré!
Obrigada!

FELIZ 2008!!! 1 início brilhante!!!

quarta-feira, janeiro 16, 2008

Saudações Baianas!!!

Era meia noite em quase todo o Brasil, porém não na Bahia. "A Bahia tem um jeiiiito..."

E foi assim que 2008 chegou pra mim. Sem relógio no pulso. Sob um céu onde as estrelas despencavam oferecidas e descaradas, distribuindo desejos, sorte e um espetáculo a parte. No banco azul, além da loira de vestido branco com a barra manchada de arco-íris, um polonês deslumbrado com o Brazil, um casal que só se beijava e um vento companheiro que assobiava em braile: "adeus ano velho, feliz ano novo...que tuuuuudo se realize no ano que vai nascer".

Como de costume a frente vinha ele, o mar. Ali, onduloso e impassível, sorrindo de rosto colado com o céu, num horizonte que apenas por alguns segundos, descuidava-se de sua tarefa e, sem perceber, revelava em entrelinhas celestiais tudo o que a existência transborda em conter.

É ano novo no Brasil quase todo, mas na Bahia ainda não. A Bahia é cautelosa, serena e, embora não ande na ponta dos pés, caminha com pés tranquilos, seguros do que lhe cabe executar e do que humildemente cabe-lhe, somente, participar.

Uma hora se passou. Os lábios de quase todos os brasileiros apaixonados já haviam se descolado. Os braços e abraços de ternura por toda a nação tupiniquim já haviam se desentrelaçado...e foi então, que o ano novo fulminou a Bahia.

Entre macumbas, acarajés e tapiocas, Iemanjá suspirou fundo e deu de si o mais belo dos sorrisos. A Bahia - e mudou? - explodiu em festas e festejos de agradecimentos. Ondas puladas, mãos dadas, gargalhadas. Pedidos, esperança, fogos e dança.

2008 chegou na Bahia pleno da energia que veio desde o Chuí. O ano novo chegou naquela terra com calma, porém não atrasado, veio no tempo de um povo que aprendeu que a hora não é a do relógio, é a do corpo, que sente muito calor e, por isso, age mais lento; é a da alma que precisa parar, vez por outra, pra observar e absorver tanta beleza que a cerca; é a da mente, que não tem obrigação nenhuma de sobrecarregar-se, então, aceita seu rítmo.

O rítmo baiano é um rítimo alegre, simples, belo. Um rítmo de vogais abertas, encaixado nos sorrisos largos. Um rítmo exclamativo, que convida, recebe, oferece. Um rítmo dançante, que embala uma celebração constante, já que a vida, por si só, é um todo motivo de festa!

Salve salve a Bahia e o povo Baiano! Que em 2008 aprendamos com eles a respeitar o nosso tempo, admirar a nossa Terra e comemorar cada dia. Já que a vida é bela e a essência do tempo não são os segundos, e sim aquilo que realmente merece vir primeiro!!!

SAT NAM ;)

ps: na Bahia não há horário de verão, e não, não é porque o dia escurece mais tarde. Perguntei para um Baiano o porquê disso e a resposta foi: "ôh moça, é que aqui ninguém liga pra isso não"!!!

ps2: Feliz ano todo...um 2008 incrrrrrrrrível.

Se cuidem e se jogueeeeeeeeemmmmmmm

O Primeiro Passo

Ao acordar: desligar o alarme, jogar a coberta para o lado, pôr travesseiros no chão, esticar os lençois, dobrar a coberta e colocar os travesseiros sobre a cama. Todo dia, de folga, se chuva ou de escola vai começar sempre assim. E depois vai vir sempre a parte de tirar e dobrar o pijama, enfiá-lo debaixo de um travesseiro e vestir a roupa do dia.
E todas as vezes que eu for enviar um e-mail, vai começar clicando em ''Novo''. E para tomar um chá, vai ser encher a chaleira de água, tirar o leite da geladeira, dispôr os açúcar e xícaras sobre a pia.
Simples assim, começamos as coisas do mesmo jeito. Se o e-mail vai ser monótono e complicado ou se o chá é pra mim e mais dois o primeiro passo vai ser o mesmo para ambas as alternativas.
E pimba, hora que a gente se dá conta, já está na rua, já passou da parte do começo e já está visando o final. O começo é o gatilho e depois não pára. Abro um olho com preguiça de manhã, o que me deixa ser o dia todo, estar lá e estar cá. O primeiro passo é se dispôr, é sair na chuva, é abrir as cortinas antes que o dia-a-dia te arrombe. É se proteger e se antecipar. Eu quero ligar e conversar, apesar de não ser fácil, por que o começo vai ser sempre discar zero e a palavra alô, por que haveria então motivo para deixar passar a oportunidade.

domingo, janeiro 06, 2008

ela e sua personagem

Enquanto ela se arrumava de lilás, amarelo, rosa e todas as cores que levava no coração, o último dia de dezembro saia de fininho para a chegada do tão esperado 2008. Ela se maquiou com cuidado, perfumou o vestido e prendeu os cabelos nas laterais. Escolheu o melhor sorriso e o olhar mais forte que encontrou para dizer adeus ao que passou e agradecer a oportunidade de mais um recomeço.
O novo ano estava quase pronto para se apresentar em meio àquelas pessoas batucando seus surdos e pandeiros. Era unânime o bom-humor e praticamente impossivel não dizer 'feliz ano novo' a qualquer um que passasse; branco, negro, homem, mulher...fosse quem fosse...
Bonito de se ver, gostoso de se arrepiar diante da energia positiva e do escuro se clareando pelos celulares daquelas almas envolvidas pelo motivo comum de divertir, prometer mesmo sem saber exatamente como cumprir.
Por fim ela chegou na areia, olhou o mar com carinho, cumprimentou os amigos da tarde que mais parecíam amigos de infância.
Sentiu saudade, a brisa e aquele oco que costuma aparecer de vez em quando pra lembrá-la que ele não pode mais ser visto com olhos comuns. Agora só são sussurros e sonhos de conselhos.
Por fim distanciou-se desses pensamentos para dar lugar aos fogos que iluminavam o céu e o champagne caindo em seus cabelos já não tão arrumados quanto antes...Deu boas vindas ao ano, pulou as sete ondas mesmo sem fazer os pedidos, sorriu ao mundo e abraçou a vida.
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O final da festa ela não quis me contar. Disse que não queria ter sido uma das personagens principais daquele desfecho e preferiu esquecer....

segunda-feira, dezembro 24, 2007

punk!

O dia punk comeca de madrugada, com sono agitado e ondas de calor e frio. Eu tenho dias punks de vez em quando e eles sao brabos. Acordo antes do despertador, meu estomago me chutando e eu sem conseguir respirar. Ja imagino um punk minusculo e rosa martelando a minha cabeca. Ar, cade o ar? Alergia atacando ate's os pe's, olhos inchados e a cabeca zonza. Comecou um dia punk, e com fome. O melhor jeito de neutralizar esse comecos de dia e' a rotina, saber que o passe de onibus, a chave, a carteira esta tudo no lugar certo. Rotina e aquecedor, ou melhor, acordar e se enfiar nas roupas penduradas e quentinhas no aquecedor. Ir pra cozinha e tomar um cafe da manha matador, bacon, pao, queijo e leite.
Foi so' pra dizer que meu dia punk virou um dia calmo, frio and i whistled all day long "give me a reason to love you, giiiive me a reason to be with you..."

domingo, dezembro 23, 2007

Neblina? Gelo seco? Nevasca disfarcada?

"Nossa, que dia do inferno" disse ele levantando a cortina da cozinha e apontando pra fora. Eu diria mais que estou me sentindo nas brumas de Avalon. Ao meio dia a neblina sobia, espiralava e descia. Tudo muito estranho pra mim que daqui de dentro fazia trabalho pra escola. Dores na consciencia, devia ter acordado mais cedo, estudado mais e enrolado menos. Alguem com analgesico? As cinco da noite a neblina continua densa ate' o chao com o detalhe da cor alaranjada dos postes. Urhh eu nao quero acordar amanha cedo, bem cedo!
Obrigada pelos parabens! Dia 21 foi bem bom com livro de presente, filme e pipoca!
Beijinhos!

Londres, de verdade.

quarta-feira, dezembro 19, 2007

Benditas sejam as ferias. A melhor coisa das minhas ferias e' eu nao ter de sair de casa, posso ficar bem longe dos onibus vermelhos e so' sinto o frio que faz dentro de casa e nao o que assoita la fora. Momento fazer os trabalhos da escola, la vamos nos! Domingo eu comi omelete frances e fui la Old Spitalfiels Market onde vende coisa estranha, cara e tem gente esquisita. Nao volto mais lah nao, mas gostei da voltinha.

Fui procurar no dicionario a definicao exata de atemporal e descobri que o tal do atemporal nao esta no dicionario, pois eh como uma giria. Entretanto, aparece no dicionario espanhol-ingles como timeless. O que me deixou na mesma. O dicionario da Encarta me disse que timeless denota algo que nao muda com o tempo. Hmmmm. Se amor e' atemporal? Acho que amor e' sempre amor, nenao? Mas vai saber do amor que a gente sempre por uma pessoa especifica. Talvez esse dai tambem seja atemporal, talvez ele so' mude de cara mas seja sempre o mesmo. Ah, Carol. Perguntas mais faceis, por favor.

domingo, dezembro 16, 2007

girls,

o amor é atemporal?

does it matter?

it don't matter. it doesn't matter to me. the matter of a don't or the matter of a doesn't. if it don't matter to you, it don't matter to me. if it doesn't matter to you, it doesn't matter to me. it's a matter of matter. a matter of me. a matter of you. a matter of us. you and me. me and you. it doesn't matter if it is a matter of matter, a matter of you, a matter of me. it matters the fact that there is a matter. matter you? matter me. matter me? matter you.

quarta-feira, dezembro 12, 2007

Esquisita

Esquisita, esquisita, esquisita, esquisita e es-qui-si-ta. Assim como a própria palavra - que por si só soa "esquisitíssima" - sou eu, uma criatura listrada de esquisitisse.

Destalhes singelos ou supremos, sutis ou superlativos de um caráter único. Bipolar, border line, esquisofrênica...sempre tive medo de um dia ir parar num hospício qualquer, num quarto sem janela, sem acústica, sem compreensão, sem carinho.

Há dias em que sinto medo da loucura que sinto e embora, amedrontada, sigo sentindo, me entregando, buscando mais fundo...maluquecendo pouco a pouco na certeza de que - sorry about that - (ins)pirar é intrínsico.

É fato que sairia correndo feito maratonista queniano se paramédicos chegassem pomposos expondo-me uma opaca e dilacerante camisa de força, a menos que os tais enfermeiros fossem exemplares bradipitianescos, aí no caso, provavelmente sairia correndo para seus braços e seus abraços de urso.

É óbvio que quando alguma amiga me liga dizendo "baby, vou mandar emitir nossa guia de internação", eu quase tenho pena da humanidade por ter de suportar uma insana feito eu solta pelas ruas, e por alguns segundos quase (quase) penso em confessar meu secreto crime de doidera e isolar-me num destes sanatórios, fazendo de conta que é um ashram sagrado na Índia.

Não também não me entendo, também não me explico e não venha vc ter a pachorra de tentar me entender. Se vc conguisse seria como se me despisse e, então, o que eu iria fazer???

Esquisita. Num mix de extrencidade com nerdisse e libertação com auto-crítica, vai a pessoa estranha que compartilha desta característica morfo-sintática, nada amena, por vezes escondida mas sempre revelada entre um ato e outro, ser obscura sem querer é quase uma sina, não se aprende, não se ensina, não se livra, se joga e então, dorme abraçada as consequências.

Desculpe por ser assim, essa é minha coerência!

Vou surtar e ver no que vai dar. Mas no fim, prometo que tento me entender, pra poder tentar explicar.

SAT NAM ;)

Almas que se Repelem

Um ambiente agradável, cheio daquelas coisas gostosas pra comer, beber, respirar, olhar, admirar e investir tempo estudando os detalhes, com uma vista panorâmica privilegiada de um lugar especial e único. Um vinho tinto amigo de presença marcante e a água still que só de olhar majestosa na taça lembra a cachoeira límpida e virgem em algum lugar pra lá desse mundo.

E por ai vai: o privilégio de viver mais um dia em harmonia com a energia vital universal. Há alguém capaz de aparecer e tapar a minha visão de tudo isso e muito mais que acho belo e admirável?

A resposta seria TALVEZ se eu estivesse distraída. Talvez pudesse me deixar levar por outras coisas que não me diriam nada naquele meu moment.

A resposta seria SIM se existisse realmente esse "alguém" vindo de algum lugar por algum motivo com esse propósito. Será que seria de propósito? Creio que não. Além do mais, cada um julgue-se a si próprio.

A minha verdadeira resposta é que nada nem ninguém taparia a minha visão das coisas belas ao meu redor. Mesmo que uma pessoa feia de alma ficasse falando horas a fio na minha frente, tentando me distrair com as mesmas histórias vazias de sentido e de valor.

Querer é poder e querer extrair coisas boas é uma opção também. Parecia que nada de bom sairia daquele canal de comunicação extra obstruído, mas sim, saiu! Os caminhos para a felicidade escolhidos pela alma trancada (trancada por opção) são falsos e estão longe do meu mundo pessoal. Meu universo pessoal faz sentido e é verdadeiro porque as escolhas são feitas com amor, zelo, paz, carinho e boa-intenção.

Bom mesmo seria dividir as coisas boas... Assim, elas se multiplicariam e ficariam ainda mais belas!

Luz às almas trancadas!!!

segunda-feira, dezembro 03, 2007

Chiclete !

Eu conheci a Ju na escola e não a suportava. Eu dizia aos quatro ventos que ela era isso e aquilo e que eu não queria saber daquela menina cheia de opinião ardida perto de mim.
O tempo passou, a idade me amadureceu e de repente me vi amiga da tal Ju.
Éramos três. Éramos inseparáveis. Éramos amigas da escola.
Por fim a faculdade chegou, nos afastou, nos deixou longe como nunca pensamos que poderíamos resistir.
Amigos, colegas, conhecidos e os projetos de melhores amigos chegaram e se foram. Construíram e destruíram castelos de companheirismo. Educaram e me ensinaram a ser digna, a ser mais e a ser quem eu quiser.
Enquanto isso ela vivia lá onde eu não conheço todas as histórias, fazendo sua vida, conhecendo olhares, pessoas e lugares. Fazendo tudo o que poderíamos viver juntas. A vida nos separou, nos levou por outros cursos.
Nós permanecemos por alguns anos cegas em busca do novo, do desconhecido e das aventuras que só se faz uma vez. Aquelas maluquices que são permitidas quando se é jovem, estudante e ainda não tem responsabilidades de gente grande.
Mais uma fase que se acaba e os caminhos se cruzam novamente. Pegadas que vão desenhando a estrada que a gente quiser. Preenchida por anseios comuns, pelo relacionamento mais puro que existe quando os corações se envolvem de ternura.
Eu tenho um grudinho em minha vida.
Tenho um grude pro que der e vier.
Tenho um chiclete pra ligar e desabafar do jeito que sair pela boca, sem eira nem beira, sem frescura.
Tenho uma pessoa pra ouvir, pra falar, pra discutir e depois aliviar!
Tenho uma cúmplice pros meus segredos enquanto cultivo os seus em caixas bordadas com silêncio e compreensão.
Tenho uma dupla pra cantar, pra embebedar o mundo com nossa alegria, pra desabar na tristeza nossa liberdade.
Tenho uma parceira pro mesmo problema, pra mesma solução.
Tenho uma louca pra gargalhar pela mesma historinha, pra rir até a barriga doer.
Tenho... eu tenho... ela tem...
Eu tenho uma amiga-grude e agradeço todos os dias!

quinta-feira, novembro 29, 2007

Disseram para a Mariazinha que ela era o que ela desejava. Mariazinha jura que estudou religiosamente para as provas e se esforcou parar tirar um nota boa. Mas Mariazinha foi mal e quis chorar suas dores para alguem. Ninguem apareceu, Mariazinha resolveu don't give a shit, comprou uma Coca e foi estudar. Por que Mariazinha ainda quer tirar uma nota boa. E como o pai dela, Seu Manuel, um dia disse : " Se e' burro, entao estuda o dobro". Simpres como a maioria das coisas tem que ser e obvio como a mae de Mariazinha diria :" Ou e' ou nao e', nao existe meio gravida, ou est'a ou nao esta".

E a chuva que chove por dentro, sobre a pedra que carrega, chove tanto que inunda e de tanto inudar, passa a transbordar e no seu transborde, abre barragens, que por sua vez debordam. E a chuva chove pra fora ate' que se fechem as fronteiras, que se jogue a pedra fora e que o aguaceiro que cai, em vez de molhar, lave e em vez de inundar, serene.

terça-feira, novembro 27, 2007

sem meias palavras...

Você é aquilo que deseja.